sábado, 20 de outubro de 2007

12 Passos para emagrecer






1. Veja se e quanto é obeso

Deve pesar­‑se e saber a altura certa. Não vale a pena iludir‑se com pequenos truques de auto‑satisfação. Esses truques consis­tem em se auto convencer de que tem ainda o peso que tinha há 3 anos ou fiar­‑se numa balança ferrugenta de casa de banho, que obviamente está estragada. Quanto à altura, deve encarar de frente a ideia de que os saltos acrescentam uns 2 a 3cm. Guarde os números só para si, escusa de os publicitar na família ou entre amigos. Mas assuma‑os, caia na real.
Faça o cálculo do seu Índice de Massa Corporal (IMC). E veja em que categoria de excesso de peso é que se coloca.

2.Perceba o que é que mudou

Perceba se está numa fase dinâmica da obesidade, ou seja, se a gordura está em fase de aumentar e acumular­‑se ou se está numa fase estável.
Se está numa fase de aumento de peso, aparentemente inex­plicável, examine bem se:
• Não mudou dos transportes públicos para o carro;
• Não mudou as funções no emprego e diminuíram os gestos de movimento;
• passou a comer noutro restaurante;
• passou a ver mais televisão;
• ligou‑se à Internet e ficou colado/a ao ecrã;
• deixou de ir dançar às sextas e sábados;
• considera que come pouco, mas leva o serão vidrado/a na televisão, a comer bolachas de água e sal, que alterna com bolachas integrais. No intervalo vai buscar fruta à cozinha;
• «assentou» na vida (ou sentou‑se na vida) e tem um grupo de casados, que uma vez por semana faz uma grande jan­tarada;
• passou a «beber um copo» à refeição, coisa que antes não fazia;
• deprimiu‑se um bocado e apetece‑lhe é ficar parada/o;
• as suas menstruações estão irregulares e aparecem‑lhe alguns pêlos;
• começou a tomar um medicamento novo;
• a sua avó ou o seu querido/a dão‑lhe por sistema belíssimos bombons;
• no emprego passou a ser hábito uma senhora vir a meio da manhã vender queques para um pequeno lanche;
• na escola passou a haver uma máquina distribuidora de refrescos e bolos;
• passou a ter a mania de comer pouco durante o dia.

3 Some as calorias

Tente, sem batota, somar as calorias que ingere ao longo do dia com a ajuda da tabela. Sem batota pressupõe que não vai contar só as calorias das refeições, mas também as dos intervalos. Não se esqueça do vinho, dos refrigerantes, das bolachas…
Não se esqueça que aquilo que come «de vez em quando» também entra.
Não faça a conta à última semana, durante a qual por sinal esteve cheia/o de boas intenções, mas sim as semanas que a pre­cederam.

4. Olhe para a luz de alerta

Veja se tem doenças associadas ou em consequência da obesi­dade: ovário poliquístico, hipertensão, colesterol alto, triglicéri­dos altos, diabetes, doença coronária, fígado gordo, hiperplasia do endométrio, artroses. Se assim é acendeu‑se já o sinal verme­lho – alerta! Em algumas destas situações está em alerta máximo. Nestas situações o controlo médico é obrigatório.

5. Decida

Se tem um ligeiro excesso de peso, estabilizado há muito tempo e está na fase média da vida, pense duas vezes antes de iniciar tentativas de perda de peso, mais ou menos intempestivas, em busca de «peso ideal». Emagrecer não é chave para a felicidade.
Muitas vezes, as tentativas de perda de peso, nessas circuns­tâncias, são mesmo prejudiciais.
as se não é esse o caso, se está a ganhar peso ou se tem um peso de risco para a saúde ou de para a sua auto‑estima, decida.
Essa decisão deve ser um clic dentro da sua cabeça. Do outro lado esperam‑na/o os «ex»: fumadores, alcoólicos e outros dependentes. Muitos conseguem libertar­‑se dessas substâncias tóxicas. A comida hipercalórica não é ilegal, é até bastante pro­movida, mas também é tóxica.
e tiver recaídas, levante‑se, nem tudo está perdido.

6. Não se engane a si próprio/a

O que engorda realmente é a comida hipercatólica, que geral­mente não é a parte principal da refeição, mas funciona como extra. Sedentarismo faz o resto.
Se acha que «come à base de cozidos e grelhados» e que «ao almoço é só um peixinho com salada» e que, apesar disso, fica «inchada/o», olhe para o outro lado do espelho. Pode ser que esteja lá um diabinho…

7. Tome medidas psi

Estas são as mais difíceis e nesse campo pode precisar de ajuda.
• É preciso dar uma «grande volta» …
No entanto, as «grandes voltas» não se obtêm num dia. É gradualmente que os factores de mudança se vão acumulando, em altos e baixos. Também é necessário saber que uma «grande volta» não é mudar de personalidade, nem de identidade, mas é aprender a administrar melhor os pontos difíceis da nossa per­sonalidade. Não se acorda um dia mudado, mas é possível que se possa olhar para trás e pensar «como eu mudei para melhor». A mudança não pode ser para agradar aos outros mas sim para estar melhor consigo próprio e portanto para evitar sofrimento. Muitas vezes isso passa de facto por evitar o sofrimento dos que nos rodeiam e também por agradar­‑lhes.
• O regime para perder gordura é um hipocalórico. Portanto tem um défice de calorias em relação ao que se gasta. Não se iluda, não é apenas um «regime saudável». Daqui decorre que deve fazer um sacrifício, um esforço de vontade.
• Não esteja à espera de recompensas e reconhecimentos dos outros. Encontre satisfação em si própria/o.
Esta parte é a mais difícil… De acordo com o que tenho observado ao longo da vida, sobretudo para as mulheres, que vão fabricando uma história de mal‑amadas, real ou imaginada, ou e imaginada (um pequeno fermento inicial pode fabricar florestas de fungos afectivos, que se espalham e causam mal‑estar permanente).
• Ter controlo sobre o corpo pode ser uma fonte inesgotável de prazer. De certeza que isto tem uma explicação bioquí­mica. Mas alguns praticantes de certas religiões já o desco­briram antes da bioquímica: no cristianismo, no budismo. Assumindo formas e filosofias diversas na relação do indiví­duo com o universo.
• Assuma que tem direito a ser feliz e que o descontrolo do corpo é fonte de infelicidade.
• que tem o direito e o dever de proteger o seu corpo. A saúde não se compra na loja. Aí está o que a sociedade de consumo ainda não conseguiu. No entanto, muitas pes­soas comportam‑se como tal. Correm a médicos, nutricio­nistas, lojas de produtos «naturais», experimentam regimes, inscrevem‑se em ginásios, compram aparelhos, roupas espe­ciais. não conseguem… Onde é que estará o erro?
• Às vezes, pensar em primeiro lugar nos filhos, no marido, na mulher, na sogra, na mãe, é uma forma de fugir de si próprio/a.
• Pense que tem o direito a errar, sem que isso seja uma catás­trofe, uma mancha, uma nódoa.
• Assuma que não pode dar infinitamente, para estar bem com os outros. Que deve esperar que também lhe dêem alguma coisa. Os afectos, ou vivem na reciprocidade ou criam raiva. a raiva transforma‑se muitas vezes em ingestões compulsivas…

• Veja se consegue saborear a comida, estabelecendo um limite.
• Não atribua sempre aos outros a responsabilidade das suas falhas.
• Não arranje «desculpas de mau pagador».
• Encontre prazer nas coisas que não se compram: andar a pé, passear, ver sítios novos, ler, conversar.
• Formas de prazer em trabalhos que se fazem com as mãos: cerâmica, pintura, desenha, modelagem, colagens, escrita, jardinagem. Escolha já, não adie.
• Pense por si próprio/a, não esteja à espera de pensar como os outros.
• Peça apoio. Mas não mendigue apoio…
• Perca tempo. Goze o tempo.
• Tome a decisão de perder peso sem ser «empurrado/a» pela família. Nesse caso falhará.
• Não permita que à mesa se sente consigo um polícia de calo­rias. É mais um caso em que a repressão não dá nada… Não transforme as refeições em batalhas ou em lutas mudas.

8. Reduza as calorias ingeridas

Para tal é necessário retirar a comida hipercatólica. Faça as con­tas e constitua um regime de 1200 quilo calorias.

9. Faça regime poli fraccionado

Faça pelo menos 6 refeições por dia. Dê importância ao pequeno‑almoço e ao almoço.

10. Ande a pé

Todos os dias ande pelo menos 30 minutos a pé. Aos fins‑de‑semana vá passear a pé com a família ou amigos.

11. Aumente o exercício

Se estiver em forma e se isso lhe dá prazer vá então fazer exercí­cio programado, ginástica ou desporto.

12. Organize‑se colectivamente

No bairro, na escola, no trabalho, organize um grupo para reivin­dicar espaços físicos e temporais para o exercício físico. Reclame mudanças alimentares nos bares das escolas. Forme comissões de prevenção do excesso de peso.
Alguns destes passos são passinhos, outro são passões…
Encontra aqui alguém que muito bem compreende o pro­blema. Porque tenho excesso de peso…comesse a batalha.
PEQUENO MANUAL DE NUTRIÇÃO
- APONTAMENTOS -
Índice
Tema Pag.
1.Nutrientes 2
2.Necessidades nutritivas 2
2.1.Necessidades Calóricas 2
3.Macronutrientes 3
3.1.Hidratos de Carbono (HC) 3
3.2.Proteínas 3
3.3.Lípidos 4
4.Micronutrientes 5
4.2.Minerais 5
4.1.Vitaminas 5
5.Água 6
6.Fibras Alimentares 6
7.Digestão 6
7.1.Absorção 7
8.Efeitos da preservação e preparação dos alimentos 7
8.1.Estabilidade dos Nutrientes 7
9.Dietas orientadas para treino e competição 7
9.1.Dietas pré-competição/treino específico (para desemp. de 1 a 2 horas) 8
9.2.Consumo de HC em esforço 8
9.3.Dieta pós-esforço 8
9.4.Resumo 9
9.5.Hidratação e Equilíbrio electrolítico 9
10.Substâncias ergogénicas 10
10.1.Cafeína 10
10.2.Equilíbrio ácido-base - substâncias alcalinizantes 10
10.3.Aumento da participação do metabolismo dos lípidos 10
10.4.Anti-oxidantes 11
11.Conclusão 11
12.Referências Bibliográficas 11
ANEXO
Tabela de valor calórico de alguns alimentos comuns, e nutrientes que os constituem 12
nutrit.doc - RR
1.Nutrientes
Nutrientes são os compostos que ingerimos com relevância para a satisfação das nossas necessidades
orgânicas. Podemos estabelecer uma distinção entre:
Macronutrientes - Hidratos de Carbono (ou Glícidos), Lípidos (ou gorduras) e Proteínas.
Micronutrientes - Vitaminas, minerais e oligoelementos.
Água e fibras alimentares - papel essencialmente “plástico”.
Os macronutrientes são os únicos que nos fornecem energia. Medimos essa energia em kilo calorias e o
valor energético de cada um dos macronutrientes é o seguinte:
- Proteínas: 4 kcal/gr.
- Hidratos de Carbono: 3,75 kcal/gr.
- Lípidos: 9 kcal/gr.
2.Necessidades nutritivas
As necessidades básicas estão bem estudadas, mas ainda há muitos factores desconhecidos, que nos
levam a recomendar uma alimentação variada, na tentativa de evitar que, ao longo do tempo, se acumulem
deficiências alimentares que se possam vir a revelar perigosas.
2.1.Necessidades Calóricas
Um indivíduo normal, sem actividade física importante, consome entre 1700 - 3000 kcal por dia. Como
referência, podemos dizer que uma mulher, de pequena estatura e idade avançada, consumirá menos
calorias do que um homem, mais jovem e de maior estatura. Um atleta pode necessitar de 2000 kcal extra,
ou mesmo atingir o dobro do dispêndio energético de um indivíduo do mesmo sexo, peso e idade (5000
kcal. ou mais!).
Cálculo aproximado das necessidades calóricas (este cálculo, embora esteja fundamentado, deve ser
entendido como meramente indicativo, pois a sua precisão é discutível, dadas as variações inter-pessoais).
Existem vários autores que referem uma relação entre o consumo energético em repouso e o peso do
indivíduo ou a superfície corporal. Apresentamos aqui ambas as aproximações:
Consumo energético aproximado por kg. de massa corporal: cerca de 25 kcal./kg/dia
Consumo energético aproximado por m2 de superfície corporal:
Cálculo aproximado da superfície corporal (S): S= H0,725 X P0,425 X0,202 (...)
(H=Altura; P=Peso)
Um consumo normal / área corporal situa-se entre 35 a 40 kcal.X S(m2) / hora
Dado o baixo consumo do tecido adiposo em relação ao da massa magra, um indivíduo magro terá um
consumo / área corporal mais próximo de 40 X S, em oposição ao indivíduo gordo que se aproximará mais
de 35 X S. O Consumo em repouso / dia rondará então:
24h X (35 a 40) X S.
Na corrida a pé, relaciona-se o dispêndio energético com o peso do indivíduo e distância percorrida.
Pressupõe-se que se gasta cerca de 1kcal/km/kg de peso corporal. A velocidade de corrida parece
influenciar pouco esta relação (pode-se introduzir um factor corrector de 0.99 para 10km/h até 1.04 para
cerca de 19km/h.
Consumo calórico aproximado de outras actividades quotidianas:
kcal/min kj/min
Estar sentado 1,4 6
Estar de pé 1,7 7
Caminhar lentamente 3 13
Caminhar rápido 5 21
Subir e descer escadas 9 38
Jogging 5,0-7,4 21-30
Correr em corta-mato >7,4 >30
2
3.Macronutrientes
3.1.Hidratos de Carbono (HC)
Vulgarmente denominados açúcares, dividem-se - segundo a complexidade das suas estruturas e em
ordem crescente de complexidade - em: monossacarídeos (glicose, frutose, galactose, dextrose);
dissacarídeos (sacarose, lactose) e polissacarídeos (amido, glicogénio).Podemos também dividir os Hidratos
de Carbono, de uma forma mais simplista e pragmática, em: açúcar, amido e celulose (e compostos afins).
Os açúcares mais simples (mono e dissacarídeos) são assimilados muito rapidamente, desencadeando
uma grande libertação de insulina (hormona que promove a reserva hepática de glicogénio e a assimilação
da glicose por parte das restantes células). Esta libertação súbita de insulina, provoca assim um rápido
desaparecimento deste açúcar do sangue, criando uma Hipoglicémia (falta de açúcar) reaccional - por isto é
que o(s) pacote(s) de açúcar imediatamente antes da competição pode(m) ter efeitos altamente
indesejáveis.
Os HC complexos, como o amido, são assimilados mais lentamente, minimizando esta reacção. Os
açúcares complexos “engordam” menos do que os simples para além de evitarem a tal hipoglicémia,
altamente indesejável em esforço.
A mistura de glícidos simples e complexos, faz com que se reduza a sua assimilação. Um açúcar simples
(por ex: uma sobremesa açucarada) no fim da refeição comporta-se, para efeitos de assimilação, como um
açúcar complexo ou de índice baixo, enquanto que ingerida isoladamente, engorda. Dado fornecerem uma
grande parte das nossas necessidades energéticas, a quantidade consumida relaciona-se directamente com
a carga de treino ou a actividade do indivíduo. A alteração da percentagem de HC ingeridos é uma das
poucas manipulações da dieta que se encontra bem fundamentada e cientificamente comprovada.
O amido compõe-se basicamente de um grande número de moleculas de glucose, ligadas numa cadeia com
ramificações. O amido é insoluvel em água e de difícil digestão em crú.Quando aquecido ou cozinhado,
incha e até gelatiniza, sendo de muito mais fácil digestão. Pelo contrário, o calor seco (“tostado”) torna-o
mais indigerível, quase como uma fibra alimentar.
A celulose (composta por milhares de moléculas de glucose) e outros compostos afins, são os
polissacarídeos que conferem a estrutura aos vegetais. São insolúveis em água e, conjuntamente com a
linina, compõe as fibras alimentares, de que falaremos mais à frente.
Destino dos HC - os hidratos de carbono são transportados pela corrente sanguínea até ao fígado, após o
que serão distribuídos a todo o organismo como glucose ou convertidos em glicogénio e armazenados no
tecido muscular ou no próprio fígado. Se as reservas musculares e hepáticas estiverem preenchidas, os HC
serão convertidos em ácidos gordos e armazenados no tecido adiposo.
Boas fontes de HC - Massas, arroz selvagem e integral, cevada integral, trigo mourisco e trigo, flocos de
aveia, centeio e milho integral.
3.2.Proteínas
As proteínas compõe-se de enormes cadeias com centenas ou até milhares de amino-ácidos, compostos
por um grupo carbonado e um grupo azotado. Estes amino-ácidos são apenas 20, mas as combinações
entre eles são quase infinitas, conferindo a cada proteína uma diferente estrutura e função. Da degradação
dos amino-ácidos provém: do grupo carbono, glicose e ácidos gordos; do grupo azotado, o azoto e os
produtos de excreção bem conhecidos: a ureia, o ácido úrico e o amoníaco.
As proteínas têm duas funções essenciais: estruturais (como constituintes das células) e funcionais
(hormonas, enzimas, hemoglobina, etc.). Constituem apenas cerca de 17% do peso de um homem normal.
Em regra, um indivíduo adulto deve ingerir cerca de 1-1,5 gr. de proteína por kg. de massa corporal por dia.
Num atleta de fundo, este consumo pode elevar-se para o dobro. Existem alguns dados que nos permitem
pensar que atletas de velocidade ou força podem beneficiar com um consumo extra de proteínas, mas a
maior parte deste excesso de proteína será degradado e convertido em energia, gorduras e produtos de
excreção.
A qualidade da proteína ingerida é fundamental. Um grande suplemento de proteína de baixa qualidade em
nada beneficia o atleta, enquanto que um pequeno suplemento da proteína certa pode ter um efeito muito
superior. Proteína de alta qualidade é aquela que fornece todos os amino-ácidos necessários, pois alguns
amino-ácidos são impossíveis de sintetizar no nosso organismo (pelo menos nas quantidades necessárias).
nutrit.doc - RR
Apesar de, em condições normais, as proteínas não consituirem fonte apreciável de energia, podem ser
solicitadas em até 12% das calorias produzidas, se realizarmos uma sessão de treino com reservas muito
diminuidas de glicogénio. A percentagem de oxidação de proteínas para obtenção de energia está mesmo
relacionada com a ingestão de HC e Gorduras: uma dieta muito pobre nestes nutrientes, faz aumentar a
utilização de proteínas. Assim, devemos assegurar-nos de estar a ingerir HC e gorduras suficientes, para
termos a certeza de estar a utilizar a proteína ingerida para os fins a que ela se destina.
Como alternativa à proteína animal, podemos usar vegetais, legumes e cereais integrais, mas existem
alguns amino-ácidos que não se encontram nos produtos vegetais. Para compensar esta deficiência,
devemos recorrer a carnes magras (aves, coelho, fígado, etc) e ovos (em moderação). Se quisermos basear
a nossa ingestão de proteína em fontes vegetais, teremos de utilizar misturas bem elaboradas, de forma a
que as deficiências que uns vegetais têm em determinados amino-ácidos, sejam compensadas por outros e
vice-versa.
À laia de conclusão, podemos dizer que a melhor opção é uma ingestão mista de proteínas animais e
vegetais, de preferência ingeridas ao mesmo tempo, de forma a que o nosso organismo possa “escolher” os
amino-ácidos de que necessita e “queimar” os restantes ( não existe possibilidade de armazenar proteínas
em excesso).
Destino das proteínas - após a digestão, os amino-ácidos são transportados para o fígado e redistribuídos
através da corrente sanguínea a todo o organismo. O excesso de determinados amino-ácidos pode ser
convertido em outros que estejam em falta, enquanto os restantes serão oxidados, por vezes após
conversão em glucose, obtendo-se energia e resíduos que serão tratados pelos rins.
3.3.Lípidos
Basicamente, os lípidos ou gorduras são combinações de triglicéridos, isto é: compostos de três ácidos
gordos ligados a uma molécula de glicerol (um alcool). As diferênças entre as gorduras vêm dos diferentes
ácidos gordos que as compõe: existem dezenas de ácidos gordos diferentes. Os ácidos gordos dividem-se
em saturados, monoinsaturados e polinsaturados. Os saturados (Carnes, ovos, queijo, manteiga,
amendoim...) não estabelecem ligações químicas duplas e, portanto, são estáveis; os monoinsaturados
(azeitona, aves, nozes...) e polinsaturados (óleo de milho, amendoim, girassol, noz e soja, peixes gordos...)
estabelecem uma ou mais ligações duplas, pelo que reagem mais facilmente. Os saturados estão
intimamente associados aos níveis de colesterol e doenças cardiovasculares e, para além disso, o nosso
fígado consegue produzi-los, pelo que podemos e devemos evitá-los.
As nossas necessidades efectivas de lípidos são muito pequenas e é por isso bastante difícil encontrar uma
dieta deficiente em lípidos. Por outro lado, é bastante fácil ingerir lípidos em excesso, pelo que nos parece
que evitar o consumo de lípidos visíveis, como óleos, manteiga, banha, toucinhos, etc. é o mais indicado. As
gorduras que se encontram escondidas, como constituintes de alguns alimentos, são normalmente mais do
que suficientes, mesmo quando só utilizamos alimentos magros.
Uma dieta totalmente isenta de lípidos - se fosse possível - seria impraticável, pois um atleta necessitaria de
enormes quantidades de HC para satisfazer as suas necessidades calóricas. Para além disto, existem
alguns ácidos gordos (tal como alguns amino-ácidos) que o nosso organismo (apesar de só necessitar deles
em pequena doses), não consegue sintetizar. Assim, teremos sempre de ingerir alguns lípidos: podemos
obter até 25% (ou em casos extremos 30%) das nossas calorias a partir das gordura, mas não mais.
Destino das gorduras no organismo - Quase todos os ácidos gordos são reconvertidos em triglicéridos após
a absorção e transportados ao fígado, onde sofrem mais algumas transformações, antes de serem
redistribuídos e armazenados no tecido adiposo.
4
Conselhos para redução do teor de gordura da dieta:
- evitar gorduras visíveis, como toucinho, chispe, fritos,etc...;
- preferir lacticínios magros (ou semi-desnatados);
- preferir carne de aves, coelho, peixe ou marisco;
- limitar o número de ovos ingeridos;
- não associar na mesma refeição duas fontes de lípidos;
- não associar gorduras e açucares simples (bolos...);
- evitar os molhos;
- escolher carnes frias magras, de aves;
-...
4.Micronutrientes
4.1.Vitaminas
As vitaminas encontram-se quase todas associadas às funções de algumas enzimas e co-enzimas, vitais à
produção de energia. Assim, apesar de por si só não serem uma fonte de energia, elas são indispensáveis à
sua produção. As necessidades individuais não se encontram porém inteiramente estudadas, havendo
apenas alguma informação, especialmente no que respeita às patologias que se pensa serem devidas à
carência de determinadas vitaminas. Os efeitos do treino intenso sobre as necessidades vitamínicas
também não estão exaustivamente estudados, pelo que normalmente só se actua em caso de suspeita de
dieta deficiente ou de haver sintomas associados a alguma carência vitamínica.
Carências vitamínicas são no entanto raras em alimentações variadas, mas quando é clara uma carência
determinada e não é possível alterar os hábitos alimentares do indivíduo, a opção mais prudente é incluir na
sua alimentação uma cápsula multi-vitamínica (isto minimiza os riscos e as possibilidades de hipervitaminose).
A ingestão, sem controle médico, de doses excessivas de Vitaminas, pode conduzir a estados
de hiper-vitaminose altamente indesejáveis.
Vitaminas e as suas funções essenciais:
A - (retinol or b-caroteno) Importante para a visão, especialmente visão nocturna;
B1 - (tiamina) Envolvida no metabolismo dos Hidratos de Carbono;
B2 - (riboflavina) Envolvida na obtenção de energia a partir dos alimentos;
Niacina - (or tryptophan) Envolvida na obtenção de energia a partir dos alimentos;
B6 - (piridoxina) Envolvida no metabolismo dos amino-ácidos;
B12 - a sua carência provoca anemia e degeneração das células nervosas. Acta em conjunto com vários
compostos associados:
Ácido fólico - importante para as células com crescimento rápido, como a medúla óssea;
Ácido Pantoténico - envolvido na libertação de energia a partir dos lípidos e dos HC;
C - Manutenção de um tecido conjuntivo saudável e capacidade de cicatrização;
D - Envolvida na absorção e manutenção do Ca e P.
E - A sua função não é muito clara, pois a sua deficiência é virtualmente impossível (aparece em numerosos
alimentos);
K - Necessária ao processo de coagulação do sangue. O nosso organismo sintetiza-a.
4.2.Minerais
Os minerais têm três funções essenciais: constituintes do tecido ósseo e dentes (Ca, P, Mg); sais
necessários à dinâmica dos fluídos corporais e funcionamento celular (Na, K, P, Mg, Cl) ou como elementos
associados a enzimas e outras proteínas, sem os quais o seu funcionamento seria inviável (Fe, P). Os
restantes minerais são conhecidos por Oligoelementos e, apesar de serem necessários à vida, encontramse
no nosso organismo em quantidades minúsculas.
Apesar de não haver provas concludentes dos benefícios dos suplementos minerais, aceita-se que certos
atletas possam desenvolver carências de determinados minerais. A deficiência em Cálcio é possível,
especialmente em indivíduos com dietas de restrição dos lacticínios, como as dietas de perda de peso.
Deficiências em Ferro também são possíveis, especialmente em mulheres jovens, devido às perdas
menstruais e aporte insuficiente deste mineral.
nutrit.doc - RR
Com uma alimentação variada, não é provável que apareçam outras deficiências e o excesso de alguns
minerais é comprovadamente tóxico, pelo que não se recomenda a ingestão de suplementos minerais sem
supervisão médica. Os complexos multi-minerais (e multi-vitamínicos) não estão sujeitos a grandes
restrições - desde que não se excedam as doses recomendadas - pois em regra não fornecem mais do que
a dose diária recomendada de cada mineral e, para que os excessos sejam tóxicos, é necessário que esses
valores sejam largamente ultrapassados.
Minerais presentes no organismo e ingestão recomendada.
Minerais (gr.)
Conteúdo no
organismo
Quantidade
recomendada
Cálcio 1000 1,1
Fósforo 780 1,4
Enxofre 140 0,85
Potássio 140 3,3
Sódio 100 4,4
Cloro 95 5,2
Magnésio 19 0,34
Ferro 4,2 0,016
Oligoelementos (mg)
Conteúdo no
organismo
Quantidade
recomendada
Fluor 2600 1,8
Zinco 2300 13
Cobre 72 3,5
Selénio > 15 0,15
Iodo 13 0,2
Manganésio 12 3,7
Crómio < 2 0,15
Cobalto 1,5 0,3
5.Água
As perdas de água variam brutalmente com diversos factores: alimentação, temperatura, actividade,
humidade atmosférica, composição corporal, etc. Não é assim possível adiantar um valor minimamente
fiável acerca das perdas hídricas “normais”. A aproximação que nos fornece apenas a ordem de grandeza
deste fenómeno é a seguinte (L/dia): urina 1,5L; fezes 0,1L; respiração 0,5L; transpiração 0,4L - total: 2,5L
(sem exercício, à pressão e humidade atmosféricas “normais”...). Um atleta, de acordo com os
condicionantes atrás mencionados e com a modalidade que pratica, pode perder três vezes mais água em
cada dia que passa.
A desidratação em apenas 2% do peso corporal, já acarreta uma diminuição palpável do rendimento,
enquantoque uma desidratação de cerca de 5%, pode acarretar uma diminuição funcional de cerca de
30%...Torna-se assim bem clara a necessidade de ingerir água em quantidade suficiente, de acordo com as
necessidades do momento. Mais adiante, fornecem-se algumas orientações sobre as formas mais correctas
de nos hidratarmos, antes, durante e depois do esforço.
6.Fibras Alimentares
A ingestão de fibras alimentares, deve ser diária, por facilitar o trânsito intestinal. Deve-se ter cuidado, no
entanto, em não associar a ingestão de demasiadas fibras a certos alimentos ricos em cálcio ou outros
minerais, por se diminuir drasticamente a sua absorção a nível intestinal. No caso do leite e derivados, ricos
em cálcio, devemos antes associá-los a citrinos, aumentando assim a sua taxa de absorção.
7.Digestão
Os alimentos permanecem no estômago por 2 a 4 horas. Alimentos com alto conteúdo em HC passam pelo
estômago mais rapidamente e os alimentos com altos conteúdos em Lípidos são os que demoram mais
tempo.Esta característica faz com que os alimentos ricos em lípidos retardem mais o reaparecimento da
sensação de fome - são alimentos que proporcionam um alto grau de saciedade.
6
7.1.Absorção
Como é sabido, o processo de digestão inicia-se na boca, mas a absorção aí verificada é insignificante ou
mesmo nula. No estômago, já se observa alguma absorção, mas apenas de pequenas quantidades de
água, alcool, açúcares e alguns minerais e vitaminas hidrossolúveis. Quase toda a absorção se passa
assim, a nível do intestino delgado, enquanto no intestino grosso já só se absorve alguma água proveniente
das fezes que aí se encontram. As fezes são basicamente restos das células da parede do intestino,
juntamente com alguns materiais indigeríveis, como algumas fibras alimentares.
8.Efeitos da preservação e preparação dos alimentos
Alimentos cozinhados - O calor pode tornar alguns alimentos mais digeríveis, ao destruir algumas enzimas e
certos elementos indigestos mas normalmente provoca a perda de nutrientes. Estas perdas aumentam com
as altas temperaturas, o tempo de exposição ao calor e o uso de excessivas quantidades de líquidos. Os
efeitos da cozinha com micro-ondas e infra-vermelhos são semelhantes aos dos métodos que substituem
mas, quando usados para o reaquecimento, causam menos danos. Dada a relação entre a perda de certos
nutrientes e o tempo de exposição ao calor, pode ser preferível a utilização destes métodos, especialmente
em casos em que o tempo de aquecimento seja reduzido substancialmente.
Congelamento caseiro - resulta em algumas perdas de tiamina e Vitamina C. Para além disto, as diferenças
entre os conteúdos de alimentos cozinhados e congelados e outros consumidos no momento, é geralmente
pequena.
Processamento Industrial - Congelamento: causa alterações mínimas; Escaldar: observam-se pequenas
perdas de certos minerais e vitaminas hidrossolúveis; Aquecimento: reduz as quantidades de certos
nutrientes, mais sensíveis ao calor, como a tiamina, vit.C, ácido fólico, etc.; Desidratação: quase não
provoca alterações, com excepção da tiamina e vit. C, com perdas entre 50 e 100% (especialmente no caso
de se utilizar o dióxido de enxofre como conservante)
8.1.Estabilidade dos Nutrientes
Proteínas - sofrem desnaturação com o calor. Em condições extremas, até são destruídos alguns aminoácidos
(como a lisina) e as alterações estruturais tornam em geral a proteína menos digerível.
Vitamina A - É muito estável e resistente a várias maneiras de cozinhar. Só em altas temperaturas e na
presença de ar é que haverá algumas perdas. Armazenamentos prolongados também provocam algumas
perdas.
Vitaminas B - São todas hidrossolúveis e sensíveis ao calor. Perdem-se na água de cozedura e são
degeneradas pelo calor e pela luz.
Vitamina C - A menos estável de todas. Hidrossolúvel, facilmente destruída em contacto com o ar (oxida) e
quer o calor, quer os meios alcalinos, aceleram a sua destruição.
Vitamina D - Estável na generalidade das situações.
Vitamina E - não é hidrossolúvel e é bastante resistente ao calor. No entanto, oxida.
9.Dietas orientadas para treino e competição
Como já foi referido acima, uma das poucas manipulações da dieta que se encontra devidamente
fundamentada é o aumento sistemático da ingestão de Hidratos de Carbono, especialmente nos dias antes
da competição ou de certos treinos. Esta manipulação tem especial interesse em esforços importantes de
mais de 40’. Em modalidades cujo esforço tenha uma duração inferior a 30-40’, o aumento dos HC não vai
condicionar nenhuma melhoria palpável da performance, uma vez que não há depleção significativa do
glicogénio muscular.
Uma dieta rica em Hidratos de Carbono (50 a 70% das calorias ingeridas) parece ajudar os desempenhos
em modalidades de resistência. Com uma conveniente coordenação entre o treino e a dieta utilizada,
consegue-se aumentar substancialmente as reservas musculares e hepáticas de HC. Desta forma,
conseguimos manter disponível esta fonte de energia fundamental, em esforços intensos com uma duração
de até duas horas - em atletas de alto nível, consegue-se prolongar este tempo até às duas horas e meia
(1800 a 2000 kcal em glicogénio)!
nutrit.doc - RR
Para os casos especiais do ultra-fundo (como as corridas de 100km, Ironman, ciclismo de estrada, ultramaratonas,
etc.) os cuidados alimentares têm que ser redobrados, vigiando-se atentamente a ingestão de
HC e mesmo de lípidos. No entanto, não parece relevante debruçar-mo-nos sobre esses casos, pois os
atletas envolvidos nestas modalidades são de altíssimo nível, e em regra acompanhados por médicos e
nutricionistas especializados.
9.1.Dietas pré-competição ou treino específico (para esforços superiores a 1, 2 horas)
Recomenda-se um aumento na ingestão de HC (podendo atingir os 70-80% das calorias ingeridas) nos 10
dias antes da competição. Esta antecedência pode ser reduzida até 3-4 dias, de acordo com as
necessidades: quanto menor for a duração do esforço competitivo, menor a antecedência. Para esforços
com durações inferiores a uma hora, não é necessário aumentar a ingestão de HC, senão nas 24 a 12 horas
antes do esforço.
A acumulação de HC vai provocar um aumento de peso, que não significa um aumento da massa gorda:
aumentam as reservas de glicogénio, condicionando por sua vez uma maior retenção de água (por cada 1
gr. de glicogénio, cerca de 2,7 gr. de água). Contudo, se prolongarmos exageradamente a ingestão
aumentada de HC, após serem preenchidas as reservas musculares e hepáticas, o excedente acabará por
ser armazenado sob a forma de tecido adiposo (transformado em lípidos).
No último dia antes da competição, ter especial cuidado em ingerir uma dieta rica em HC, equilibrada com
algumas fibras, de modo a prevenir a possibilidade de prisão-de-ventre. Devemos ainda hidratar-nos
bastante, com água, sumos e bebidas energéticas.
Nas últimas 2 a 4 horas que precedem a competição, devemos evitar a ingestão de alimentos sólidos,
substituindo-os por bebidas energéticas e/ou água. Na última hora, preferir água ou bebidas com baixa
concentração de HC. Se, no entanto, sentirmos necessidade de “forrar” o estômago, a fruta é o ideal, pois
apesar de conter açúcares simples (fructose), não provoca uma libertação significativa de insulina, evitandose
a típica hipoglicémia reaccional. O pão também é uma boa opção. De qualquer forma, se necessitarmos
de recorrer a alimentos sólidos, devemos ter o cuidado de utilizar alimentos a que estamos habituados -
experimentados em treinos intensos - e os quais sabemos não nos provocarem nenhuma reacção anormal.
9.2.Consumo de HC em esforço
A ingestão de glícidos durante o esforço (fluídos com baixa concentração de HC), pode justificar-se em
esforços de grande duração (maratona e +), permitindo retardar ligeiramente o desgaste do glicogénio. No
entanto, a utilização de glícidos ingeridos em bebidas durante o esforço, não substitui estas reservas, pois
não conseguimos degradar mais de cerca de 60 gr. de glicose por hora, enquanto as nossas necessidades
energéticas podem ascender a 2 - 3,5 vezes mais (200gr/hora). Esta ingestão durante o esforço tem assim
algum interesse, mas apenas no sentido de evitar/retardar a hipoglicémia.
Em esforços de duração inferior a 90 minutos, a água é a melhor opção, pois a inclusão de HC (sob a forma
de sacarose ou glucose...) vai retardar o esvaziamento gástrico, fazendo com que a água ingerida se
mantenha indisponível durante mais tempo. Uma alta concentração de HC poderia também obrigar o
aparelho digestivo a reter mais água para compensar (diluir) esse meio açucarado. Em qualquer dos casos,
estariamos a contribuir para a desidratação. Resta ainda salientar que a nossa primeira necessidade em
esforço é repor a água perdida - o reabastecimento energético e mineral vêm em segundo (ou terceiro...)
plano.
É importante referir que a ingestão de água ou outros líquidos deve ser feita em pequenas quantidades e
com regularidade: entre 100 e 200 ml de cada vez, a intervalos de 15 ou (máximo) 20 minutos. É um grave
erro esperar pela sensação de sede para começar a ingerir líquidos - nessa altura já os efeitos da
desidratação se estarão a sentir no desempenho.
9.3.Dieta pós-esforço
Devido a alterações da actividade enzimática da célula, provocadas pelo esforço, o músculo está mais
receptivo ao reabastecimento de glicogénio nas 2 a 4 horas depois da competição. Após 12 a 24 horas, esta
receptividade volta ao normal. Se estamos a treinar intensamente, vale a pena aproveitar esta oportunidade
para recuperar ao máximo as reservas energéticas a nível do músculo.
Na recuperação após o esforço ( 6 primeiras horas), devemos privilegiar a ingestão de líquidos e de Hidratos
de Carbono, por forma a facilitar o reabastecimento das reservas de glicogénio muscular e hepático.
8
9.4.Resumo
- 1 a 10 dias antes da competição/esforço - iniciar a dieta rica em Hidratos de Carbono;
- 4 horas antes (mínimo 2:30’) - última refeição sólida. Alimentos de fácil digestão e de boa aceitação,
utilizados habitualmente pelo atleta;
- 2 a 4 horas antes do esforço - Água ou fluídos com baixa concentração de HC (hipo- ou iso-tónicos). Só se
for absolutamente necessário: ingerir frutas, pão ou “energy bars” ;
- Durante a competição - Água ou fluídos com baixa concentração de HC (de acordo com o tipo de
competição);
- 1 a 4 horas após o esforço - mistura de fluídos ricos e pobres em HC (reabastecimento simultâneo de água
e energia) - aprox. 0,75gr de HC por kg de massa corporal por hora;
– 4 horas (e mais) após o esforço - Dieta rica em HC.
9.5.Hidratação e equilíbrio Electrolítico
A desidratação aumenta com o calor e humidade, mas também com a altitude, devido à diminuição drástica
da humidade. A Desidratação correspondente a 2% do peso corporal já provoca uma diminuição da
capacidade termo-reguladora; entre 3 e 5%, já se observam diminuições significativas (cerca de 30%) do
rendimento aeróbio e força muscular, com possibilidade de cãibras; perdas de Água superiores a 6% do
peso corporal podem ter como consequências a exaustão, o golpe de calor, o coma e a morte.
A desidratação aumenta ainda o risco de congelação, devido à vasoconstrição periférica.
As perdas hídricas de um indivíduo em esforço podem atingir (e mesmo ultrapassar) os 2 a 3 L/hora.
O Suor é um líquido hipotónico em relação ao plasma (a concentração de electrólitos no plasma ronda os
245 mEq/L e no suor apenas 70 a 120 mEq/L). Assim, em consequência da desidratação provocada pela
transpiração, verifica-se um aumento (e não uma diminuição) da concentração de sais minerais a nível
sanguíneo (hemoconcentração).
A velocidade de esvaziamento gástrico é prejudicada pelas concentrações de sais e açúcares nos líquidos
ingeridos (H2O: 5 a 10’; Solução hipertónica: até 45’) e a sua inclusão nas bebidas ingeridas pode ainda
levar a diarreias por afluxo exagerado de líquido ao tubo digestivo (osmose), como forma de compensação
da hipertonicidade.
Assim, podemos concluir que a inclusão de sais nas bebidas que ingerimos em esforço é fortemente
desaconselhada, com excepção de casos muito específicos e em concentrações muito reduzidas. A adição
de açúcar é aconselhável em esforços de longa duração (superiores a 90’ – 120’), mas em quantidades
controladas.
Que tipo de Bebida devemos então ingerir e quando?
Antes do esforço devemos ingerir água, 1 a 2 horas antes e nunca no període de 30’ que o antecede
(permitindo o esvaziamento gástrico e a eliminação dos excessos pela urina).
A quantidade total de líquido ingerido deve rondar os 400 a 600 ml, (5 a 10 ml/kg de peso)
Durante o esforço (duração superior a 50-60’) Em esforços de média duração (que não levem à deplecção
das reservas hepáticas de glicogénio – até 90’-120’), devemos ingerir água pura, não havendo necessidade
de adicionar açúcar.
Em esforços de longa duração (superiores a 2:00), podemos ingerir uma solução de 10 a 20 gr de glucose
(ou frutose e glucose) por Litro de água fresca (8 a 15ºC, com excepção das condições de frio extremo, em
que deverá ser quente). Podemos ainda juntar algumas gotas de sumo de limão (ou uma infusão) para dar
gosto. A adição de sais é fortemente desaconselhada, com excepção dos esforços de extrema duração e
intensidade e/ou quando não são possíveis paragens e refeições.
Devemos beber regularmente (em cada 10 ou 15 minutos) e em pequenas quantidades (100 a 250 ml),
começando desde o início do esforço e sempre antes de sentir sede.
Após o esforço, devemos beber essencialmente água. A quantidade a ingerir deve rondar os 150% da
quantidade de líquidos perdidos. Podemos juntar algum sal (1 a 2gr/L), mas é preferível fazê-lo nos
alimentos sólidos, incluídos nas refeições. Evitar líquidos e alimentos ácidos, preferindo os que são
ligeiramente alcalinos.
A reposição de outros minerais, como o potássio (laranja, tomate, banana) e o magnésio (cereais), também
será feita através da alimentação. São de evitar as bebidas alcoólicas, chá e café, bem como os
refrigerantes comerciais, devido aos seus efeito diuréticos e/ou carências minerais.
nutrit.doc - RR
Importa ainda referir que desidratações superiores a 3% do peso corporal induzem por vezes alterações da
sede, pelo que os indivíduos podem não sentir a necessidade de beber, agravando assim o seu estado.
É prioritária a reposição dos líquidos perdidos, em relação à primeira refeição pós-esforço, onde serão
repostos os restantes nutrientes. Assim (quando possível) adiaremos essa refeição por uma hora.
10.Substâncias ergogénicas
Entende-se por substância ergogénica no desporto, a que aumenta a capacidade de prestação desportiva,
podendo até dizer-se (no limite) que qualquer alimento tem um potencial efeito ergogénico. Claro que neste
capítulo, ao falarmos de substâncias ergogénicas, falamos das que, fugindo à alimentação “normal”, nos
permitam aumentar a nossa capacidade desportiva. Não se trata de “doping”!
10.1.Cafeína
Tem efeito diurético conhecido e estimulante, aumentando o metabolismo de repouso e especialmente o
metabolismo das gorduras; tem também um efeito vaso-dilatador. Este efeito pode ter interesse nos
esforços de fundo. Se pretendemos beneficiar dos efeitos metabólicos, a cafeína deverá ser ingerida até três
horas antes da competição, se pretendermos apenas o efeito psico-estimulante que proporciona, devemos
ingerí-la uma hora ou mais antes da competição.
Em qualquer dos casos, devemos ter extremo cuidado na quantidade de café ingerido, pois uma quantidade
anormalmente grande, pode provocar diarreia (e consequente desidratação) ou mal-estar geral. Como
referência, podemos dizer que não é recomendável a ingestão de mais de 2 cafés (“bicas”) no período
imediatamente antes da competição. Se não se beber café de máquina, deve-se limitar a quantidade
ingerida a 100 - 200ml.
10.2.Equilíbrio ácido-base - substâncias alcalinizantes
Em certas modalidades, como as corridas de meio-fundo, a acumulação do famoso ácido láctico limita
decisivamente o desempenho. Esta acumulação acontece também em esforços de intensidade elevada
(acima ou a nível do limiar anaeróbio), como certos treinos intervalados, de repetição, ou fartleks
específicamente orientados para o efeito. Existem certos alimentos que podem contribuir para
minimizar/agravar os efeitos sentidos. Assim, de acordo com o nosso objectivo, podemos ingerir ou evitar
alguns alimentos. Apesar de se admitir que alguns alimentos podem ajudar ou prejudicar os mecanismos de
controle do “ph” do nosso organismo (sistemas tampão), não existem provas concludentes de efeitos
significativos sobre o desempenho, não se espere por isso nenhuma vantagem “milagrosa”.
Alimentos alcalinizantes - damasco, cenoura, laranja, passas, salada, tomate.
Pouco alcalinizantes - espargo, banana, couve, feijão, batata, uva, compota, oleaginosas, legumes secos e
bebidas gasosas (excepto as colas).
Alimentos acidificantes - cereais, queijo, peixe, carne, criação, bebidas com cola, mariscos.
Pouco acidificantes - manteiga, chocolate, pão, ovos e chá.
Para além da simples ingestão (ou abstenção) de alimentos comuns, recorre-se com frequência à ingestão
de outras substâncias mais eficazes, como o bicarbonato e o citrato. O bicarbonato ingere-se 1 a 2 horas
antes do esforço, em doses elevadas (até 300mg/kg de peso corporal), tendo o cuidado de ingerir 1 litro de
água para minimizar o risco de perturbações gastrointestinais (náuseas, vomito, diarreia, etc.). Apesar de
não estar classificada como doping, esta substância é penalizada em controle anti-doping, por poder
mascarar a existência de esteróides anabolizantes. O citrato actua de forma idêntica, com menores riscos
de perturbações gastrointestinais - os seus efeitos não estão, no entanto, tão divulgados.
10.3.Aumento da participação do metabolismo dos lípidos
Carnitina - Actua através do aumento da participação do metabolismo dos lípidos na produção energética.
Este efeito proporciona um aumento do VO2 e uma diminuição da produção de lactato para uma mesma
intensidade de esforço. Os seus efeitos não estão totalmente estudados. As doses ingeridas, não devem
ultrapassar os 6gr./dia, pelos riscos de perturbações gastrointestinais.
10
Entradas
1.1 P~aes
1.1.1 P~ao de aveia
Ingredientes:
1 colher de sopa de fermento granulado ou 2 tabletes
2 colheres de sopa de acucar mascavado
1
2 chavena de cha de agua morna
2 colheres de sopa de oleo
1 chavena de aveia crua
2 chavenas de cha de agua a ferver
5 chavenas de cha de farinha de trigo
1 colher de sopa de sal
1
2 chavena de cha de farinha de soja
Preparac~ao:
Dissolve o fermento e uma colher de acucar na primeira quantidade de
agua morna e deixa crescer durante meia hora, numa tigela coberta.
Noutra tigela, mistura a outra colher de acucar, o sal, o oleo e a aveia.
Coloca o fermento ja crescido, junta a farinha de trigo e a de soja.
Mistura bem. Se precisares, junta mais farinha. Amassa numa mesa
enfarinhada, durante 10 minutos. P~oe durante duas horas a massa numa
tigela untada e coberta, ate dobrar de volume. Amassa-a outra vez
1
1.1 P~aes 1 Entradas
durante um minuto e deixa crescer novamente. Amassa de novo cerca
de dois minutos e molda os p~aes do tamanho da tua prefer^encia. Coloca
em formas untadas e pincela oleo por toda a superfcie. Deixa dobrar
de volume e assa em forno quente durante cerca de uma hora. Tira-os
das formas para arrefecerem.
1.1.2 P~ao integral
Ingredientes:
800g de farinha integral
250g de farinha de trigo branca
40g de fermento
100g de acucar
1 chavena de germen de trigo
1 colher de sobremesa de sal
650ml de agua
100ml de oleo
Preparac~ao:
Prepara uma levedura com o fermento, 1 copo de agua, 1 chavena de
farinha de trigo, 1 pitada de sal e 1 colher de acucar. Deixa levedar cerca
de 3 horas. Depois, junta a restante agua, o oleo e os demais ingredientes
e amassa bem. Deixa crescer na tigela ate dobrar de volume. Divide a
massa, enrola os p~aes e coloca em formas untadas com oleo e salpicadas
de farinha de trigo. Deixa crescer durante meia hora e assa em forno a
170C de temperatura, durante 35 minutos.
1.1.3 P~ao de minuto
Ingredientes (para 10 unidades):
1
2 chavena de farelo de trigo
1 1
2 chavenas de farinha de trigo integral
1 chavena de agua
2 colheres de sopa de leite de soja
2 colheres de sopa de acucar mascavado
1 colher de cha de fermento em po
2
1 Entradas 1.1 P~aes
1
2 colher de cha de sal
2 colheres de sopa de sementes de sesamo
Preparac~ao:
Mistura todos os ingredientes, sem amassar muito. Modela os p~aezinhos
e coloca em forma untada e enfarinhada. Leva ao forno medio durante
cerca de 25 minutos.
1.1.4 P~aezinhos
Ingredientes (para 20 bolinhas):
800g de farinha integral
200g de farinha de trigo branca
1 chavena de germen de trigo
90g de acucar mascavado
100ml de oleo girassol ou amendoim
550ml de agua
Para a levedura (se preferires podes tambem compra-la em padarias ja
feita):
40g de fermento
pitada de acucar
pitada de sal
chavena de farinha
1 copo de agua
Preparac~ao:
Prepara a levedura com o fermento, o copo de agua, a chavena de farinha
o sal e o acucar. Deixa levedar durante aproximadamente 3h. Depois
junta a levedura os 550ml de agua o oleo e os restantes ingredientes.
Amassa muito bem. Deixa crescer na tigela ate dobrar de tamanho.
Divide a massa, enrola os p~aezinhos e coloca-os em formas separadas,
untadas de oleo e farinha, ou unta um tabuleiro de forno e coloca os
p~aezinhos. P~oe o forno a aquecer mas deixa ainda o tabuleiro fora.
Depois do forno estar meia hora a aquecer coloca la o tabuleiro com o
p~ao.
Sugest~ao: Se zeres poucos p~aezinhos coloca-os numa forma que n~ao
3
1.2 Salgados 1 Entradas
sobre muito espaco, mas convem deixar um espaco em redor de cada
p~aozinho, porque eles crescem tambem no forno. Podes congelar as
bolinhas ja feitas e coz^e-las apenas quando fores comer.
1.2 Salgados
1.2.1 Pasteis de massa tenra
Ingredientes:
Massa
250g de farinha integral peneirada
2 colheres de sopa de margarina de soja
1 1
2 dl de agua aquecida
sal q.b
Recheio
1 chavena de nozes picadas nas
salsa picada q.b
1 cebola picada
5 dentes de alho
azeite q.b
molho de soja q.b
Preparac~ao:
Mistura a farinha com a margarina e o sal. Junta a agua e amassa tudo
batendo bem na mesa. Deixa repousar 15 minutos. Refoga levemente os
ingredientes do recheio. Estende a massa ninha, p~oe o recheio e corta-a
como para rissois. Pincela com gotas de leite de soja. Leva ao forno a
assar em tabuleiro untado.
1.2.2 Rissois de tofu
Ingredientes:
1 chavena de agua
1 colher de sopa de manteiga (pode ser de tofu ou de soja)
1 colher de cha de sal
4
1 Entradas 1.2 Salgados
1 chavena de farinha de trigo
tofu q.b
especiarias q.b
maisena q.b
agua q.b
3
4 chavenas de p~ao ralado
oleo q.b
Preparac~ao:
Ferve a agua, a manteiga e o sal. Baixa o lume e junta a farinha de uma
so vez. Mexe rapidamente ate formar uma bola. Retira do lume e coloca
a massa num prato, cobre com um pano humido e coloca algumas horas
no frigor co. Depois de gelada, abre a massa numa superfcie enfarinhada
e corta-a em rodelas nas, do tamanho de um pires. Recheia com
tofu temperado com especiarias e fecha, pressionando bem as beiradas.
Prepara um creme com um pouco de maisena e agua e mexe ate obteres
um creme ralo. Passa os rissois nesse creme e em seguida no p~ao ralado.
Frita em oleo bem quente.
1.2.3 Croquetes de espinafres
Ingredientes:
2 macos de espinafres
2 chavenas de cha de aveia super na
1 colher de sopa de farinha de gluten
p~ao integral ralado q.b
noz-moscada q.b
sal q.b
Preparac~ao:
Durante 5 minutos coze os espinafres no vapor. De seguida, macera-os
ate que se tornem num pure. Acrescenta a aveia super na, a farinha
de gluten, a noz-moscada e sal a gosto. Mistura bem os ingredientes
formando uma pasta uniforme. Molda manualmente os croquetes
passando-os depois pelo p~ao ralado. Leva os croquetes ao forno ja preaquecido
ate que estejam dourados.
5
1.2 Salgados 1 Entradas
1.2.4 Croquetes de lentilhas
Ingredientes:
2 chavenas de lentilhas cozidas e amassadas
1 chavena de migalhas de p~ao integral (ou p~ao ralado)
1
2 chavena de germen de trigo
sal a gosto
1
2 cebola ralada
farinha de trigo q.b
oleo q.b
Preparac~ao:
Mistura as lentilhas amassadas com o p~ao, o germen de trigo, a cebola
e o sal. Envolve bem ate obteres uma massa homogenea. Molda os
croquetes, passa-os na farinha e frita-os.
1.2.5 Bolinhos falafel
Ingredientes (para cerca de 20 unidades):
250g de gr~ao-de-bico deixados de molho, no mnimo durante 24 horas
1 colher de cha de bicarbonato de sodio
1 colher de cha de sal
1 colher de cha de cominhos
1 colher de cha de coentros
1 cebola picada
2 dentes de alho amassados
pimenta do reino q.b
2 batatas cruas medias
azeite q.b
Preparac~ao:
Leva a picadora todos os ingredientes. Moi tudo ate formar uma massa
homogenea e naturalmente humida. Molda pequenos bolinhos e frita-os
em azeite n~ao muito quente.
Sugest~ao: Serve quente com o molho de tahina.
6
1 Entradas 1.2 Salgados
1.2.6 Bolinhos de tofu
Ingredientes:
250g de tofu esfarelado
1 chavena de agua
2 batatas cozidas
1
2 chavena de farinha integral
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de alho amassado
1 chavena de germen de trigo
2 colheres de oleo
Preparac~ao:
Passa no liquidi cador o tofu, a batata e a agua. Adiciona o molho de
soja, o alho, a farinha integral ate formar uma massa dura. Faz bolinhos
e passa-os por germen de trigo. Frita-os levemente numa frigideira com
oleo ate carem dourados.
1.2.7 Alm^ondegas de aveia e cenoura
Ingredientes:
1 chavena de aveia crua
1 chavena de cenoura ralada na
1
2 chavena de p~ao ralado
1
2 chavena de farinha de trigo
cheiro verde picado q.b
manjeric~ao q.b
sal q.b
Preparac~ao:
Mistura bem todos os ingredientes e faz pequenas alm^ondegas. Assa no
forno, em forma untada, durante alguns minutos. Depois de assadas,
cozinha em molho ralo de tomate durante 15 minutos.
7
1.3 Manteigas, Maioneses e Molhos 1 Entradas
1.3 Manteigas, Maioneses e Molhos
1.3.1 Manteiga de tofu
Ingredientes:
1
4 de bloco de tofu
4 colheres de sopa de oleo de girassol
1 fatia de pimento
2 fatias de cebola
sumo de 1
2 lim~ao
sal q.b
Preparac~ao:
Junta todos os ingredientes e bate no liquidi cador ate car cremoso.
1.3.2 Manteiga de amendoim
Ingredientes:
500g amendoins com casca
azeite q.b.
Preparac~ao:
Descasca os amendoins. E importante so retirar a casca grossa, pois a
pelcula castanha tem muitos nutrientes. Esmaga os amendoins com um
almofariz ou tritura com a varinha magica ou na picadora. Ao mesmo
tempo p~oe um o de azeite. Moi bem ate car uma pasta.
1.3.3 Creme de avel~as
Ingredientes:
250g de avel~as
3 colheres de sopa de oleo de milho
Preparac~ao:
Pica as avel~as e tritura-as na picadora. Junta o oleo e bate ate que que
um creme no e homogeneo. Conserva num frasco de vidro.
E
optimo para barrar no p~ao.
8
1 Entradas 1.3 Manteigas, Maioneses e Molhos
1.3.4 Maionese de soja
Ingredientes:
100ml de leite de soja
200ml de oleo de girassol ou azeite
1 dente de alho esmagado
sumo de lim~ao q.b
sal q.b
Preparac~ao:
P~oe os ingredientes no recipiente da batedora pela ordem apresentada.
Convem que todos estejam a temperatura ambiente no momento do seu
uso. Bate bem ate obteres um creme homogeneo.
1.3.5 Chutney de mac~a
Ingredientes:
1kg de mac~as acidas
1 colher de cha de farinha de alfarroba ou 4 t^amaras ou gos esmagados
2 colheres de sopa de sumo de lim~ao
1 colher de cha de cominhos
1 colher de cha de caril
1 colher de cha de pimenta
3 sementes de cardamomo
1 ramo de coentros
azeite q.b.
Preparac~ao:
Aquece um pouco de azeite e agua e junta todas as especiarias. Refoga 1
minuto em lume brando mexendo sempre. Adiciona as mac~as as rodelas
nas e refoga mais 4 minutos. Junta 1
2 chavena de agua e tapa. Deixa
ferver ate as mac~as amolecerem (5 minutos). Junta a farinha de alfarroba
ou as t^amaras picadas e sumo de lim~ao e coze em lume brando mexendo
sempre, o tempo necessario para o chutney engrossar. Apaga o lume
e mistura os coentros picados. P~oe numa tigela e deixa repousar uma
hora.
Podes colocar em frascos e conservar alguns dias.
9
1.4 Saladas 1 Entradas
Sugest~ao: Mistura em saladas ou barra no p~ao. Podes tambem fazer o
chutney com outros frutos.
1.3.6 Molho de tahina
Ingredientes:
1
2 chavena de tahina
3
4 chavenas de agua gelada
1
4 de chavena de sumo de lim~ao
2 dentes de alho picados
1 colher de cha de sal
Preparac~ao:
Coloca a tahina e o alho numa tigela e bate bem, usando uma varinha
magica. Enquanto bates, adiciona o sumo de lim~ao e 1
2 chavena de agua.
Continua a bater e junta mais uma colher de sopa de agua de cada vez,
ate a mistura car com uma consist^encia espessa tipo maionese. Pode
n~ao ser necessario adicionar a agua toda, ou pode ser necessario um
pouco mais para conseguires a consist^encia desejada.
Guarda num frasco no frigor co.
Sugest~ao: Utiliza para servir com falafel ou alm^ondegas. Usa como
maionese.
1.4 Saladas
1.4.1 Salada galaxia
Ingredientes:
350g de cogumelos frescos
1/3 de chavena de passas brancas
1 molho de rabanetes vermelhos
1 pitada de erva-doce
1 lim~ao
1 uma alface pequena
Para o molho:
2 iogurtes naturais (podem ser de soja)
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1 Entradas 1.4 Saladas
2 colheres de sopa de mostarda
1 raminho de cebolinho cortado
sumo de 1 lim~ao
sal q.b
pimenta q.b
Preparac~ao:
Lava bem os cogumelos e corta-os em fatias nas e coloca-os de molho
no sumo do lim~ao (30 minutos). P~oe tambem as passas de molho em
agua. Corta os rabanetes em fatias, e ripa a alface. Junta os ingredientes
do molho e mexe bem. Coloca os ingredientes da salada numa tigela e
serve com o molho a parte.
1.4.2 Salada colorida
Ingredientes:
1 cabeca de alhos
3 pimentos verdes
2 cenouras
1 beterraba
azeite q.b
sumo de lim~ao q.b
manjeric~ao seco q.b
3 colheres de sementes de sesamo
Preparacão:
Assa os pimentos e a cabeça de alhos. Entretanto rala as cenouras e a
beterraba. Tempera com azeite e sumo de lim~ao. Junta as folhas de
manjeric~ao e as sementes de sesamo. Adiciona os pimentos e os alhos
assados, sem pele e cortados aos bocadinhos.
1.4.3 Salada tropical
Ingredientes:
1 ananás
1 manga
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1.4 Saladas 1 Entradas
16 bagos de uva
1 pêra
alfafa q.b
2 ou 3 colheres de oleo de avel~a
1
2 colher de azeite de sesamo
sumo de uma laranja pequena
sal q.b
salsa picada q.b
Preparac~ao:
Lava e corta as pecas de fruta. Junta alfafa. Junta os restantes ingredientes,
mexe bem o molho. Rega a salada com o molho e polvilha com
salsa picada.
1.4.4 Salada marroquina
Ingredientes:
6 laranjas
1
2 chavena de nozes modas
1
2 chavena de am^endoas torradas, descascadas e modas
1 alface picada
6 rabanetes cortados em tiras bem nas
2 colheres de cha de canela
1 pitada de sal
1 pitada de pimenta-do-reino
2 colheres de sopa de vinagre
1
2 chãvena de chã preto
Preparac~ao:
Descasca as laranjas e corta-as em gomos. Espalha a alface picada sobre
uma travessa, cobrindo-a com as laranjas. Polvilha com as nozes a as
am^endoas misturadas. Numa chavena mistura o vinagre, a canela, o cha,
o sal e a pimenta. Salpica a salada com metade desse molho. Ent~ao,
espalha as fatias de rabanete, colocando o restante do molho por cima.
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